quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A ameaça da guerra cambial.

Editorial (cartamaior.com.br)
AGENDA IRREVERSÍVEL
“Nenhum grupo tem o poder de interditar a discussão. A discussão está na mesa. Terá de ser feita. Pode ser num clima de enfrentamento ou de entendimento”. [ministro Franklin Martins sobre a regulação do setor de mídias; leia nesta pág]

CRISE FINANCEIRA MUNDIAL
MARIA DA CONCEIÇÃO: NÃO HÁ TEMPO A PERDER

"Sem acordo para ordenar essa porcaria [a desordem monetária agravada pela superliquidez nos EUA que valoriza as demais moedas,como a brasileira], doa a quem doer, nós temos de nos defender e, se for necessário, façamos controle de capitais, não tem nada de mais. Temos de usar todos os instrumentos possíveis e não precisamos pedir licença a ninguém. Quem tem de se defender é o Brasil, e não ficar esperando G-20, 22, 23 ou 24."[Maria da Conceição Tavares; Estadão, 10-11]

ONDA CONSERVADORA IMPEDE POLÍTICA DESENVOLVIMENTISTA NOS EUA.

"...Também prefiro a política fiscal, mas ela não vai acontecer. Acabamos de ter uma eleição legislativa nos EUA .... Os republicanos não vão cooperar no desenho de um novo pacote de estímulo. Se não houver mais consumo em outros países para compensar a poupança nos EUA, teremos uma depressão mundial " [Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia; Valor,10-11]

EUA USAM O MUNDO COMO SEU MERCADO FINANCEIRO DOMÉSTICO. FALTA UM PERSONAGEM EM SEUL

A inexistência de um movimento socialista forte no resto do mundo, a exemplo do que havia nos anos 30, e depois da Segunda Guerra, permite que Obama repasse o ônus de um ajuste monetarista nos EUA aos demais paises, sem maiores riscos. Os EUA usam o mundo como seu mercado financeiro doméstico. Durante o governo Roosevelt, iniciado em 1933, a relação de forças era diferente, com ascensão operária dentro e fora dos EUA. O New Deal desenvolvimentista respondeu a essa tensão. [Leia mais]

(Carta Maior, 10-11)

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