Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mino: O pseudojornalismo arcaico do conservadorismo retrógrado paulista


Política
 Mino Carta - Editorial 16.12.2011 10:42

Só mesmo no Brazil-zil-zil


Pergunto aos meus intrigados botões por que a mídia nativa praticamente ignorou as denúncias do livro de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, divulgadas na reportagem de capa da edição passada de -CartaCapital em primeira mão. Pergunto também se o mesmo se daria em países democráticos e civilizados em circunstâncias análogas. Como se fosse possível, digamos, que episódios da recente história dos Estados Unidos, como os casos Watergate ou Pentagon Papers, uma vez trazidos à tona por um órgão de imprensa, não fossem repercutidos pelos demais. Lacônicos os botões respondem: aqui, no Brazil-zil-zil, a aposta se dá na ignorância, na parvoíce, na credulidade da plateia.

A mídia nativa segue a produzir seus estrondosos silêncios. Mas o Brasil é outro. Foto: Michelangelo. Século XVI. Afresco
Ou, por outra: a mídia nativa empenha-se até o ridículo pela felicidade da minoria, e com isso não hesita em lançar uma sombra de primarismo troglodita, de primeva indigência mental, sobre a nação em peso. Não sei até que ponto os barões midiáticos e seus sabujos percebem as mudanças pelas quais o País passa, ou se fingem não perceber, na esperança até ontem certeza de que nada acontece se não for noticiado por seus jornalões, revistonas, canais de tevê, ondas radiofônicas.

Mudanças, contudo, se dão, e estão longe de serem superficiais. Para ficar neste específico episódio gerado pelo Escândalo Serra, o novo rumo, e nem tão novo, se exprime nas reações dos blogueiros mais respeitáveis e de milhões de navegantes da internet, na venda extraordinária de um livro que já é best seller e na demanda de milhares de leitores a pressionarem as livrarias onde a obra esgotou. A editora cuida febrilmente da reimpressão. Este é um fato, e se houver um Vale de Josaphat para o jornalismo (?) brasileiro barões e sabujos terão de explicar também por que não o registraram, até para contestá-lo.

Quero ir um pouco além da resposta dos botões, e de pronto tropeço em -duas razões para o costumeiro silêncio ensurdecedor da mídia nativa. A primeira é tradição desse pseudojornalismo arcaico: não se repercutem informações publicadas pela concorrência mesmo que se trate do assassínio do arquiduque, príncipe herdeiro. Tanto mais quando saem nas páginas impressas por quem não fala a língua dos vetustos donos do poder e até ousa remar contracorrente. A segunda razão é o próprio José Serra e o tucanato em peso. Ali, ai de quem mexe, é a reserva moral do País.

Leia também:
Protógenes diz ter assinaturas para CPI

Câmara paulistana corta CartaCapital do clipping na semana‘A privataria tucana’ vende mais de 15 mil no 1ºdiaChega às livrarias ‘A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr.

Estranho percurso o do ex-governador e candidato derrotado duas vezes em eleições presidenciais, assim como é o de outra ave misteriosa, Fernando Henrique Cardoso, representativos um e outro de um típico esquerdismo à moda. Impávidos, descambaram para a pior direita, esta também à moda, ou seja, talhada sob medida -para um país- que não passou pela Revolução Francesa. Donde, de alguns pontos de -vista, atado à Idade Média. O movimento de leste para oeste é oportunista, cevado na falta de crença.

Não cabe mais o pasmo, Serra e FHC tornaram-se heróis do reacionarismo verde-amarelo, São Paulo na vanguarda. Estive recentemente em Salvador para participar de um evento ao qual compareceram Jaques Wagner, Eduardo Campos e Cid Gomes, governadores em um Nordeste hoje em nítido progresso. Enxergo-o como o ex-fundão redimido por uma leva crescente de cidadãos cada vez mais conscientes das -suas possibilidades e do acerto de suas escolhas eleitorais. Disse eu por lá que São Paulo é o estado mais reacionário da Federação, choveram sobre mim os insultos de inúmeros navegantes paulistas.

Haverá motivos para definir mais claramente o conservadorismo retrógado de marca paulista? E de onde saem Folha e Estadão, e Veja e IstoÉ, fontes do besteirol burguesote, sempre inclinados à omissão da verdade factual, embora tão dedicados à defesa do que chamam de liberdade de imprensa? Quanto às Organizações Globo e seus órgãos de comunicação, apresso-me a lhes conferir a cidadania honorária de São Paulo, totalmente merecida.

sábado, 30 de julho de 2011

Internautas confiam mais nas redes sociais e nas pessoas que fazem parte delas.


VIDA EM SOCIEDADE
Estudo avalia impacto das redes sociais
Por em 20/06/2011 na edição 647

O instituto de pesquisas americano Pew Research Center divulgou um estudo sobre o impacto das redes sociais online na vida em sociedade. É a primeira pesquisa de âmbito nacional a avaliar como os americanos adultos usam os sites de relacionamentos. Foram entrevistadas 2.255 pessoas – 1.787 delas internautas e 975 membros de redes sociais como Facebook, LinkedIn, MySpace e Twitter – entre outubro e novembro de 2010.

O estudo teve como base uma pesquisa do Pew de 2009 sobre tecnologia e isolamento, que concluiu que, ainda que haja uma pequena relação entre o declínio no número e diversidade das relações sociais desde o advento das tecnologias digitais, este declínio não é causado diretamente pela internet.

A nova pesquisa corrobora os resultados da anterior. O uso de redes sociais entre os americanos dobrou desde 2008. Ainda assim, não há evidências concretas de que pessoas que usam estas redes tenham menos relações sociais fora da internet. No estudo de 2009, para medir o quanto as pessoas confiam nas pessoas com quem convivem, o Pew perguntou: “De maneira geral, você diria que a maior parte das pessoas é confiável ou que você deve ser cauteloso ao lidar com as pesssoas?”. Na ocasião, apenas 32% dos entrevistados responderam que as pessoas são confiáveis. Na pesquisa deste ano, este número subiu para 41%. Entre os usuários de internet, ele chegou a 46%, enquanto apenas 27% dos não usuários responderam a mesma coisa.

Confiança na rede
Junto com estes resultados, devem ser levados em conta fatores demográficos. Educação e raça tendem a afetar os níveis de confiança nas pessoas – independente de ferramentas comunicativas. Ainda assim, o Pew ressalta que os internautas têm duas vezes mais chances de achar que a maior parte das pessoas é confiável do que quem não acessa a internet. Haveria, também, uma relação entre o tempo gasto nas redes sociais e a confiança nas pessoas. Membros do Facebook que entram no site diversas vezes por dia têm 43% mais chances do que os outros internautas de confiar nas pessoas.

A pesquisa também aponta para uma relação entre o uso das redes e o engajamento político. Levando em conta, claro, que idade, gênero e educação são os fatores mais determinantes para se avaliar o engajamento político, o Pew concluiu que internautas – e especialmente membros do Facebook – têm mais probabilidade de se envolver na política do que pessoas com os mesmos fatores demográficos mas não usuárias da internet. Internautas têm quase duas vezes e meia mais chances de participar de manifestações políticas, 78% mais chances de terem tentado influenciar o voto de alguém, e 53% mais chances de ter votado ou tido a intenção de votar – nos EUA o voto não é obrigatório – do que as pessoas que não acessam a internet. De novo, este número cresce ainda mais quando se trata de usuários do Facebook. Com informações do Nieman Journalism Lab.

O estudo do Pew pode ser lido aqui (em inglês).