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segunda-feira, 19 de março de 2012

Atacar e desarmar o Irã é mais vantajoso para a economia mundial.

Eventual ataque ao Irã teria amplo impacto na economia mundial
Valor Econômico - 14/03/2012

"Ninguém anunciou uma guerra, minha jovem", disse o presidente dos EUA, Barack Obama, em Nova York em 2 de março, apontando o dedo para uma pessoa da plateia que criticou a possibilidade de uma ação militar contra o Irã. "Mas compreendemos sua opinião." O auditório aplaudiu e um sorriso atravessou o rosto do presidente.

É muito cedo para dizer quando, ou mesmo se, a prolongada disputa sobre o programa nuclear do Irã vai resultar num conflito armado. "Ainda há uma janela para uma solução diplomática", disse Obama antes de um encontro com o premiê de Israel, Benyamin Netanyahu, em 5 de março. Uma série de sanções econômicas ocidentais contra o governo iraniano, que incluem o embargo às exportações de petróleo para a União Europeia, aumentou a disposição dos governantes do país de "recomeçar as negociações sem precondições, coisa à qual eles não estavam receptivos no ano passado", diz Karim Sadjadpour, analista especializado em Irã do Carnegie Endow-ment for International Peace. Uma guerra com o Irã em 2012 "é plausível, mas não provável", diz ele.

A justificativa econômica contra uma guerra é forte. O nervosismo com a instabilidade no Oriente Médio já elevou o preço do petróleo tipo Brent em cerca de 10% desde o começo do ano. Até um conflito limitado com o Irã - o segundo maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), atrás só da Arábia Saudita - elevaria o prêmio de seguro sobre o tráfego de navios petroleiros pelo golfo Pérsico.

O Irã exporta 2,5 milhões de barris de petróleo por dia, e a Opep carece de capacidade para compensar a provável perda de fornecimento iraniano na eventualidade de um ataque, segundo afirma Robert McNally, presidente do Rapidan Group, uma consultoria especializada no setor de energia.

Isso seria uma fórmula para um choque do petróleo muito mais doloroso que o atualmente vivido pelos consumidores mundiais. "O que estamos vendo agora é um mercado que está muito temeroso e muito apertado", diz McNally, ex-diretor sênior de energia internacional do National Security Council. "Nessas condições, não é preciso muita coisa para provocar uma disparada nos preços do petróleo."

O quanto o preço subiria com uma guerra e quais as consequências para a economia mundial? Isso dependerá de dois fatores: se a ação militar será iniciada por Israel ou pelos EUA, e da resposta do Irã.

Um ataque de Israel, que possui um poder aéreo limitado, pode terminar em questão de horas. Teria como alvos as quatro principais instalações nucleares iranianas de que o mundo tem notícia, mas não há garantias de que as bombas israelenses conseguiriam penetrar e destruir as instalações subterrâneas mais profundas do Irã.

Por outro lado, um ataque pelos militares americanos seria mais longo e mais abrangente, segundo Matthew Kroenig, especialista em segurança nuclear do Council on Foreign Relations, um centro de estudos americano. Ele acredita que uma campanha de bombardeios de duas semanas poderia não só varrer do mapa o programa nuclear iraniano, como também acabar com as defesas aéreas do país e com parte de sua capacidade em termos de mísseis balísticos.

Acredita-se que a nova geração de bombas "bunker-buster" (que penetram em bunkers subterrâneos) dos EUA, de 13.600 kg, poderia pulverizar alvos a até 60 m embaixo do solo. "Há muita confusão entre o que um ataque israelense faria e o que um ataque americano poderia fazer", diz Kroenig. "Israel conseguiria fazer o programa nuclear iraniano retroceder entre um e três anos. Os EUA conseguiriam atrasá-lo por dez anos."

Mas os custos disso poderão ser muito grandes. Se os EUA atacarem, "os iranianos poderão achar que têm menos a perder", retaliando com agressividade, acredita Michael Makovsky, diretor de política externa do Bipartisan Policy Center de Washington. Teerã poderia tentar sabotar instalações petrolíferas na Arábia Saudita e no sul do Iraque, lançar mísseis contra Israel ou empregar navios de guerra menores para investir contra navios petroleiros no mar da Arábia.

O pior cenário possível seria uma ação do Irã para sufocar o acesso ao Estreito de Hormuz, pelo qual passam até 40% do petróleo transportado por via marítima no mundo, possivelmente liberando seu estoque de 2.000 minas. Os EUA já alertaram que tal iniciativa provocaria um ataque total contra os militares iranianos. Será que o país está disposto a assumir tal risco? "Se o Irã concluir que seu regime está ameaçado, poderá tentar ampliar o máximo possível o conflito, com a maior rapidez possível, para levar outras potências a agir como mediadores", diz McNally.

Uma análise da consultoria Rapidan Group prevê que um ataque aéreo direcionado contra o Irã, seguido de uma resposta parcial iraniana, levaria os preços do petróleo a subir US$ 23 por barril antes de um recuo. O petróleo tipo Brent foi negociado a US$ 125,98 o barril na sexta. Um conflito mais prolongado, se envolver o fechamento, mesmo que breve, do Estreito de Hormuz, poderia elevar os preços do petróleo em US$ 60 por barril, "Isso seria a maior ruptura geopolítica da história do mercado global de petróleo", afirma McNally.

Ed Morse, diretor global da análise de commodities do Citigroup, estima que, se o petróleo chegar a US$ 160 o barril, os EUA perderiam dois pontos percentuais de crescimento econômico, o bastante para acabar com a nascente recuperação e fazer o país voltar à recessão.

O dilema para o governo Obama é que as alternativas podem ser ainda piores. "Se não tivermos esse confronto agora e acabarmos com um Irã nuclear, teremos que avaliar as consequências de lidar com uma corrida armamentista nuclear no Golfo Pérsico", diz Anthony Cordesman, do Center for Strategic and International Studies.

No mínimo, os EUA teriam de investir em novas tecnologias antimísseis e manter presença considerável no Oriente Médio, justo agora que se retira de suas guerras na região. "Isso poderia ter um grande impacto na intenção dos EUA de reduzir seus gastos com defesa", diz Cordesman. Como um Irã nuclear deixaria o Oriente Médio e o mundo menos estáveis, isso também implicaria viver com preços do petróleo maiores por um futuro indeterminado. "De longe, o pior resultado para a economia mundial seria o Irã com armas nucleares e hostil", diz McNally.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Anonymous X Israel. Vem ai a guerra cibernética.

"Anonymous" declara guerra a Israel
Written By ronaldo - livreiro on domingo, 12 de fevereiro de 2012 | 23:03

do Pravda.Ru
Em vídeo lançado na manhã desta sexta-feira, 10 de fevereiro, o grupo de hackerativistas promete "remover" o Estado de Israel... da internet

Enviado por Baby Siqueira Abrão - Correspondente no Oriente Médio




O grupo Anonymous deve entrar para a história como o primeiro a fazer uma declaração de guerra pela internet. O alvo é o governo de Israel, a quem os hackerativistas chamam de criminoso, mentiroso, oligárquico, corrupto, antidemocrático e fanático, entre outras coisas. "Há muito tempo vimos tolerando seus crimes contra a humanidade e permitindo que seus pecados fiquem impunes", começa a declaração. "Vocês são indignos de existir em sua forma atual", ouve-se mais adiante. "Seu império carece de legitimidade e por isso vocês precisam governar atrás de uma cortina de fraudes."

Em nenhum momento os palestinos são mencionados. O grupo de hackerativistas considera o governo israelense responsável pela dominação de todos os seres humanos, como se pode concluir pelo teor geral da declaração e em particular pela frase "Seu domínio sobre a humanidade enfraquecerá e o ser humano estará mais próximo da liberdade".

Há uma referência clara ao Irã, embora o nome do país não seja citado. Os Anonymous afirmam que não vão permitir o ataque do governo sionista a "um país soberano", baseado "em uma campanha de mentiras".

A guerra eletrônica contra Israel será realizada em três etapas. A primeira começou com o lançamento do vídeo. A segunda já foi iniciada, mas em segredo. Só será revelada mais tarde. A terceira, misteriosa, é colocada como um "presente" do grupo para os sionistas.

A declaração termina com uma promessa: "Nós não vamos parar até seu Estado policial tornar-se um Estado livre".

A seguir, a tradução do texto do vídeo, que se segue: "Anonymous Message To The State of Israel"

http://www.youtube.com/embed/nrJ551FFWp0?rel=0

"Ao governo do Estado de Israel

Nós somos os Anonymous.

Há muito tempo vimos tolerando seus crimes contra a humanidade e permitindo que seus pecados fiquem impunes.

Por meio de mentiras nos meios de comunicação, e de corrupção política, vocês conseguiram a simpatia de muita gente. Alardeiam ser democráticos, mas na realidade isso está longe da verdade. Seu único objetivo é melhorar a vida de um grupo seleto enquanto atropelam, sem cuidado, a liberdade das massas.

Mas nós enxergamos o que há por detrás da propaganda que vocês fazem circular nas principais mídias e [enxergamos também o que há por detrás] das pressões que vocês operam nas instituições políticas.

Seu fanatismo sionista já deslocou e matou um grande número de pessoas. Enquanto o mundo chora, vocês riem, planejando seu próximo ataque. Tudo isso é feito sob o disfarce da paz, mas a paz vem sendo obstruída desde o início de seu regime.

Vocês rotulam de antissemitas todos aqueles que se recusam a acatar suas exigências supersticiosas. E vêm dando passos rumo a um holocausto nuclear. Vocês são indignos de existir em sua forma atual, e, portanto enfrentam a ira dos anônimos. Seu império carece de legitimidade e por isso vocês precisam governar atrás de uma cortina de fraudes.

Nós não permitiremos que vocês ataquem um país soberano com base em uma campanha de mentiras.

Seu domínio sobre a humanidade enfraquecerá e o ser humano estará mais próximo da liberdade.

Mas, antes que isso aconteça, os povos do mundo se levantarão contra vocês e os tirarão do poder, com toda a sua riqueza. Nossa cruzada contra seu reinado de terror será feita em 3 etapas.

A primeira terá início após o lançamento deste vídeo e terá como objetivo removê-los sistematicamente da internet.

A segunda será revelada mais tarde e já foi iniciada.

Em relação à etapa 3, bem, pensem nela como um presente dos Anonymous a vocês.

Nós não vamos parar até seu Estado policial tornar-se um Estado livre.

Nós somos anônimos.

Nós somos legião.

Nós não perdoamos.

Nós não esquecemos.

Governo de Israel, espere por nós."

Baby Siqueira Abrão

Brazilian journalist - Middle East correspondent

http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/02/anonymous-declara-guerra-israel.html

http://goo.gl/qeefn/twitter