Mostrando postagens com marcador grupo abril. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador grupo abril. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de julho de 2012

A Globo tem medo do Collor. Ela sabe o estrago que ele pode fazer.

SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2012

'Rede plim plim' engana o país. De novo...


Muita gente ficou ligada na “poderosa” para ver a declaração bomba de Rosane Collor (ou Malta, tanto faz) sobre os bastidores do governo Collor. A ‘Grobo” anunciou isso com ares de filme de Hitchcock. Esta foi a última “atração” do Fantástico (?).

E num foi que a “rede plim plim” enganou o país. De novo!

Primeiro ao anunciar notícia. E notícia bomba. Não tinha nas falas da ex-primeira dama nenhuma novidade. Segundo, que a Ceribeli, que entrevistava Rosane, anunciou que essa era a primeira vez que ela falava sobre o assunto.

Acho que a Ceribeli não lê a Veja [ironia mode on]. Uma entrevista com o mesmo conteúdo foi dada em 2007 à boaterista Veja. Clique aqui

Mas ficaram mais claras algumas coisas sobre a grande imprensa. Como por exemplo, seu desespero. A CPI do Cachoeira a cada dia revela mais o envolvimento de Veja e Globo (revista Época) no esquema do bicheiro. Mais aqui ou aqui

Sua raiva à criatura por ela (Globo) criada (clique aqui). Ora, após abandonar Collor no processo de impeachment me 1992, o que ela e o resto do PIG esperavam? Que Collor mandasse flores?

É óbvio que ele quer ir à forra.

Mas em nada os problemas domésticos entre Collor e a grande imprensa que o criou deslegitima o que o senador vem pautando na CPI do Cachoeira sobre a grande imprensa. As gravações telefônicas da Operação Monte Carlo da Polícia Federal comprovam o que o senador coloca na CPI.

Clique aquie assista o porquê da “entrevista bomba” sem novidades de Rosane Collor (ou Malta, tanto faz) exibida no Fantástico.

Outra coisa que ficou bem mais nítida foi a falta de um pauteiro nas Organizações Globo. Cachoeira tá preso e não arrumaram ninguém pro lugar. Leia mais aqui

A entrevista exibida ontem é a mesma feita por Veja (link acima).

Desespero causa medidas desesperadas. Por isso, a presepada de ontem.

A CPI vai chegar no Serra, ou seja no PSDB. Por conseguinte, com muita força na grande imprensa. A Globo e o PSDB são quase irmãos em golpes. Leia mais aqui

Como já afirmei antes por aqui a CPI não vai passar em branco. Já não está em branco. Demóstenes, o mosqueteiro da ética, já foi cassado. A grande imprensa se desmoraliza a cada dia.

E pra completar o PSDB deve sofrer derrotas fragorosas nas eleições deste ano.

Em tempo: Antes de você, que leu essa postagem, achar que eu estou defendendo o Collor, saiba que ele é um pulha. Ponto. Sengundo que ele é dono de uma poderosa rede de comunicação, com TV, rádios, sites e jornal. Todos os maiores em Alagoas. Além de ser senador.

Você realmente acha que ele precisa que alguém o defenda?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Civitta, a face perversa da mídia.

De Luiz Cezar - Brasil que vai

QUINTA-FEIRA, 19 DE ABRIL DE 2012

Veja e seu dono sem escrúpulos

A regra número um de qualquer ofensor é passar-se por inofensivo. E a melhor forma de fazê-lo é vestir a máscara do probo. Daí talvez a hipocrisia ter-se instalado como traço mais marcante do caráter nacional, a ponto de Nelson Rodrigues ter visto no discurso de zelo da ordem familiar o biombo para toda espécie de transgressão daquilo que é ético e justo.

Esse parece ter sido o caso patriarca Victor Civitta, empresário do ramo editorial, cujo nome de família constitui ele mesmo dissimulação um dia necessária às perseguições que sofreram famílias vindas de uma Europa conflagrada pelos crimes de ódio aos que vergassem nomes judeus.

Estranhamente, trazendo no nome a marca de resistência à discriminação – como o trazem também os Mesquita e os Frias dos jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, respectivamente – Civitta fez da perseguição o principal meio de promoção da sua principal publicação, a revista Veja.

Não o fez, porém, por apego à convicções do que pudesse ser melhor para o País onde sua ascendência e ele próprio receberam democrática acolhida para poder prosperar. Expôs à execração pública cidadãos como ele apenas pelo estratagema que lhe permitisse manter a tona suas principais publicações em circunstâncias desfavoráveis de negócio.

Não agradou ao magnata Civitta que governos populares tenham alterado a dinâmica de domínio do grande capital sobre as decisões econômicas do Estado, como nos tempos do governo liberal de Fernando Henrique Cardoso, que lhe carreava às empresas vultosas somas com anúncios e matérias patrocinadas por poderosos lobbies do capital transnacional.

Agradou-lhe menos ainda a perda de influência sobre as instituições públicas e os governos estaduais das forças políticas identificadas com o enfraquecimento do papel do Estado na economia, que trouxeram consigo também perda de comando sobre verbas publicitárias de grandes fornecedores do setor público.

A migração de leitores da mídia impressa para meios alternativos de comunicação eletrônica só fez por agravar a debilidade financeira das revistas de Civitta. A fraqueza política das oposições contribuiu com outro tanto das dificuldades para que o capitão das comunicações decidisse oferecer serviços de panfletagem política ao principal partido político das oposições ainda no controle de dois importantes estados da federação, Minas e São Paulo.

Foi assim que o grupo Abril obteve milionários contratos com os governos dos estados de São Paulo e Minas Gerais, na forma de compra sem licitação de publicações – dentre essas a revista Veja – para distribuição entre usuários e prestadores de serviços públicos. Mais recentemente a empresa obteve, pelo mesmo meio da troca de favores, espaço gratuito para a veiculação de programas na emissora de TV estatal paulista.

O passo mais ousado estaria ainda por vir, nas saídas buscadas pelo empresário para tirar seus negócios do atoleiro em que os colocara as novas situações de política e de mercado do País. Civitta ordenou a empregados lotados em Brasília, à altura da metade do primeiro mandato de Lula da Silva, que buscassem no crime organizado, atuante em diferentes esferas do governo federal, informações que permitissem às revistas controladas pelo grupo constranger funcionários públicos a direcionarem empresas contratadas para anunciar nos periódicos do Grupo Abril.

Para que a fórmula baseada na intimidação funcionasse era necessário instalar verdadeiro clima de terror com relação à possibilidade de denúncias, de sorte a levar agentes públicos a preferirem antes negociar com o clã dos Civitta que explicarem-se perante órgãos de auditoria do governo federal.

O escândalo do chamado mensalão, que quase levou a um golpe branco contra o governo de Lula da Silva, nada mais foi que um efeito colateral da associação criminosa que mantinham Veja e o grupo do contraventor Carlos Cachoeira. Uma fagulha provocada pela chantagem dos parceiros atingiu o então deputado Roberto Jefferson ateando fogo ao paiol do Congresso majoritariamente de oposição.

A editora ganhava de dois lados. Por um via garantidos anúncios de fornecedores de órgãos e empresas públicas, temerosos de terem o nome de suas empresas envolvido com as denúncias de Veja. Por outro, ao atender a oposição com acusações graves contra importantes figuras da República, criava condições para a cobrança de faturas pelos serviços políticos prestados.

Uma larga avenida em declive só poderia redundar ao final em acidente fatal. Os negócios de Civitta, conduzidos em alta velocidade mediante uso farto da extorsão e chantagem, colidiram com uma nova institucionalidade que vem de firmar-se no País para a proteção dos interesses de Estado, fundada na auditoria técnica da Controladoria Geral da União e nas investigações criminais autônomas da Polícia Federal.

O rosto sulcado de Civitta, quando convocado pela CPI que o Congresso Nacional acaba de instalar, será mostrado em todas as televisões do mundo como a face mais perversa de certa mídia que faz da liberdade de imprensa arma para alavancar negócios, em detrimento das instituições maduras e confiáveis que países em rota de desenvolvimento como o Brasil esforçam-se por edificar.

Veja, a revista dos piores leitores.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Zé Augusto - Os Amigos do Presidente Lula

Veja une-se a banqueiros para convencer leitor burro a pagar juros de agiotagem
A revista Veja, sabuja de banqueiros, apronta mais uma:


Esse "em alguns casos" citado acima, é esclarecido em outro texto: trata-se do HSBC

Ora, ninguém vai "perceber efeitos da redução de juros" se não for na agência exigir refinanciar sua dívida, ou se não trocar de banco.

Vocês acham que bancos privados vão ser "bonzinhos" a ponto de baixar juros automaticamente para quem já tem dívidas contratadas e ficar acomodado sem reclamar? É claro que não.

Mas a Veja tem seus papagaios que ainda pensam que os banqueiros seriam "bonzinhos" e baixariam juros no piloto automático:



Esses leitores a revista se merecem.

Além disso, há na "reporcagem" acima, o merchandising descarado do banco privado Santander.

Em outro texto, na mesma data, no site da revista chega a surtar em matéria de lamber as botas dos banqueiros. Escreve coisas para fazer propaganda negativa de bancos públicos, explorando viés ideológico:

O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) agiam a soldo do Palácio do Planalto, que, preocupado em estimular a economia, não pensou duas vezes em intimar os “seus” a serem indutores da redução dos chamados spreads (diferença entre o custo de captação e de empréstimo no setor).
Mas como mentira tem perna curta, a Veja acaba entregando o jogo, sem querer, já no título da "reporcagem":


Ou seja, de fato existe uma tentativa dos bancos PRIVADOS de falarem que baixam juros, mas não estão cumprindo na prática para a maioria dos clientes.

A catimba é dos bancos PRIVADOS, como o corpo do texto acaba entregando:
...Em alguns casos, como no Santander, gerentes do segmento pessoa física nem estavam a par das reduções. “Tenho recebido seguidos e-mails de clientes perguntando sobre as novas taxas, mas nada mudou internamente. Continuamos fechando operações com os juros de sempre”, afirma uma gerente...
No HSBC, por exemplo, não basta ter conta salário no banco e ser adimplente. Para ter acesso a um crédito mais barato, os clientes devem investir em produtos do banco, tais como fundos ou seguros; não podem ter nenhum contrato de financiamento ativo na instituição; e ainda precisam de um avalista que seja correntista – alguém com renda suficiente para eventualmente arcar, em caso de atraso, com as parcelas do empréstimo que o tomador inicial almeja.
Se dependesse da Veja, o Brasil continuaria na roda presa dos juros escorchantes, e os brasileiros extorquidos pela agiotagem dos banqueiros privados.

E se depender dos bancos privados, continuará financiando revistas como a Veja e telejornais como os da TV Globo, para "convencer" brasileiros a se acomodarem à agiotagem.

Leia também:
- Que tal você mesmo reestatizar o BANESPA? Ou o BEMGE, BANERJ, BANEB, MERIDIONAL?